Furtos crescem 20% e atingem o maior nível em duas décadas na Inglaterra e País de Gales
Por Reuters, 24 de julho de 2025
Os crimes de furto em lojas na Inglaterra e no País de Gales aumentaram 20% no ano encerrado em março de 2025, atingindo o maior nível em duas décadas. Os varejistas afirmam que o cenário real é muito pior, já que milhões de incidentes de furto em lojas não são denunciados à polícia porque os proprietários não acreditam que as autoridades responderão ou processarão os infratores.
O furto custa bilhões de libras ao setor e inflaciona os preços para os consumidores, já que os custos com mercadorias perdidas e o aumento da segurança são repassados para os clientes. O Escritório Nacional de Estatísticas (ONS) informou ter registrado 530.643 infrações, o maior número desde o início das práticas atuais de registro policial em 2003. No ano anterior, até março de 2024, houve 444.022 infrações, um aumento anual de 30%.
O ONS não explicou os motivos do aumento, mas afirmou que ele continua uma tendência que se instalou no auge da pandemia de Covid-19 em 2020. O governo britânico prometeu combater o aumento da criminalidade no varejo por meio de medidas mais rigorosas para reduzir furtos em lojas e comportamentos antissociais.
A pesquisa anual sobre crimes do Consórcio Britânico de Varejo, órgão do setor, publicada em janeiro, constatou que mais de 20 milhões de incidentes de furto foram cometidos no ano até agosto de 2024, o equivalente a 55 mil casos por dia, custando aos varejistas 2,2 bilhões de libras (US$ 3 bilhões).
A questão dos furtos em lojas e da violência contra os funcionários foi levantada por muitos dos maiores varejistas britânicos, incluindo a líder do setor Tesco e a Co-op, ecoando relatos semelhantes nos Estados Unidos e em outros lugares.
Em abril, a Co-op afirmou que as perdas com furtos em lojas em seu negócio de varejo de alimentos subiram para 80 milhões de libras em 2024, ou mais da metade de seu lucro operacional ajustado.
